As fortes nevascas que atingiram a Cordilheira dos Andes, considerada uma das maiores nos últimos 20 anos pelas autoridades, interromperam o tráfego na principal rota terrestre utilizada para o transporte de salmão fresco do Chile para o Brasil.
Com trechos bloqueados ou operando com restrições, em resumo, dezenas de caminhões ficaram retidos na fronteira entre o Chile e a Argentina. Logo, a interrupção reduziu a disponibilidade do salmão no mercado brasileiro e pressionou os preços.
No entanto, por se tratar de um produto com janela curta de validade comercial no formato fresco, o atraso no transporte exigiu ajustes operacionais diretos de empresas que comercializam o pescado no País.
Impactos na indústria nacional
De fato, pela disponibilidade de salmão fresco, a situação trouxe impactos para a operação das empresas importadoras no Brasil. Os bloqueios nas fronteiras afetaram diretamente o fluxo das cargas que vêm do Chile por via terrestre.
Com o início da liberação da passagem, na terça-feira, 18 de agosto, caminhões que estavam parados começaram a retomar o deslocamento. No entanto, filas e mercadorias acumuladas ao longo das últimas semanas ainda podem pressionar a logística no curto prazo.
A reabertura da rota é um sinal positivo para importadores brasileiros, mas a queda dos preços não necessariamente será imediata.
Distribuidores ainda precisam absorver estoques comprados com custo mais alto, reorganizar entregas e normalizar o fluxo de caminhões. Além disso, câmbio, demanda e custos de transporte também influenciam o preço final do salmão no Brasil.
A tendência é que o mercado acompanhe os próximos dias para avaliar se a retomada logística será suficiente para aliviar os preços praticados no atacado.
Fonte: https://www.seafoodbrasil.com.br/comercializacao/nevascas-nos-andes-bloqueiam-rotas-e-afetam-o-abastecimento-de-salmao-no-brasil/https://www.paranashop.com.br/post/salmao-chileno-preco-alta-brasil-bloqueio-andes
