As exportações brasileiras de pescados para a China somaram US$38,03 milhões entre janeiro e setembro de 2026, com 3,97 mil toneladas embarcadas, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O setor agora busca ampliar essa presença após a abertura do mercado chinês para um número maior de espécies brasileiras.
A expansão foi favorecida por um protocolo assinado pelos dois países em abril de 2025, que ampliou o acesso de produtos da pesca extrativa brasileira ao mercado chinês, desde que atendidas as exigências sanitárias e comerciais locais.
Segundo Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), as empresas brasileiras passaram a compreender melhor as características e preferências do consumidor chinês.
De 28 a 30 de outubro, dez empresas brasileiras participaram da China Fisheries & Seafood Expo, realizada em Qingdao, onde apresentaram produtos e se reuniram com compradores.
Entre as empresas que buscaram ampliar espaço está a Ayamo Global Foods, associada ABRAPES. Segundo a companhia, suas exportações para a China cresceram cerca de 100% desde 2024. O peixe-espada é hoje o principal produto vendido ao mercado chinês.
A empresa envia o pescado inteiro e congelado, com cabeça e vísceras, formato adaptado às características da demanda local. A China ainda representa uma parcela pequena dos negócios da exportadora, que pretende reduzir a dependência de outros mercados.
A participação brasileira na feira de Qingdao também é usada pelas empresas para buscar novos clientes, receber sugestões de compradores e identificar oportunidades para outros produtos.
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